Karine Silva Faleiros
Tudo, ou quase tudo, é uma questão de necessidade de grandes transformações que se iniciam com exercícios internos e vão ecoando e sendo trocados. Outra conclusão é que o encontro entre as pessoas é muito bom e propicia as trocas que propiciam as mudanças.
A raiz da palavra Comunicação é do latim communis = colocar em comum algo com o outro. A linguagem é um instrumento. Conceber as idéias, as práticas e os conhecimentos no diálogo é uma luta e uma saída do nosso lugar para o lugar do outro, sem invasão, isso traz perspectiva de renovação.
O Professor Ismar de Oliveira (Núcleo de Comunicação e Educação-USP) em uma passagem de uma fala na mesa de abertura de um evento sobre educomunicação disse algo parecido com: “há a necessidade de práticas que facilitem a comunicação entre as gerações, reconquista do planeta e das pessoas para o planeta...construção de um bem comum”.
A educomunicação nos leva aos princípios de conciliar, aproximar, revelar, dialogar, participar. Educomunicação é mais do que educação com comunicação, uma potencializa a outra.
“Descobriu-se que, há pelo menos trinta anos, uma nova prática comunicativa vem sendo gestada no seio da cultura contemporânea, levando pensadores como Paulo Freire e agentes sociais como Herbert de Souza, o Betinho, a dar à comunicação intencionalidade educativa a partir de um compromisso social definido: garantir a cada cidadão o acesso e o uso democrático dos recursos da comunicação, tendo como meta a ampliação da capacidade expressiva das pessoas, independentemente da condição social, grau de instrução, ou inserção no mercado, garantindo que o postulado que defende o 'livre fluxo' da informação seja globalizado, superando a meta liberal de se garantir a 'liberdade de expressão' tão somente aos que detêm controle sobre os sistemas de meios de informação. É a partir desse novo contexto que definimos a Educomunicação como um campo de intervenção social”(Ismar Soares, 2004) .
A educomunicação nasceu da militância e no movimento ambientalista, agora já estamos falando em educomunicação socioambiental. A frase da professora Eda Tassara possibilita uma visão da interface destes dois termos: “A crise ambiental é um palco de lutas e conflitos em torno do poder da locução”.
A mídia que está aí é reforçada pela ciência que impõe e fragmenta conhecimentos. Os discursos e informações produzidos explicam e descrevem o mundo apoiados pelo mercado e pela estrutura oferecida pelo Estado. Isso é forte.
E é bom dizer de passagem que a crise socioambiental é sem precedentes e 200 mil pessoas nascem por dia no mundão e não adianta mudar, tem que qualificar a mudança. Por exemplo, já sabemos que a informação não basta, é preciso ter informação que remeta a atitude, (ui). Esse parágrafo é uma adaptação de frases do André Trigueiro (jornalista da Globo News).
Os jovens já falaram e repetem em diferentes momentos:
“Sim queremos mídia de qualidade, desde que feita por nós mesmos, ou feita por vocês adultos com a nossa participação.” E assim qualidade de vida está junto com participação, qualidade em geral tem a ver com participação e então a participação qualifica a mudança.
As definições, palavras e termos da educomunicação dão força para esta qualificação da mudança necessária: Construção de ecossistemas abertos e criativos que propiciem processos democráticos e compartilhados; ação organizada para entender o que é a comunicação dialógica; criação de espaço coletivo de produção de cultura...
Como nós vamos retomar o poder da locução? Já estamos?
Parece que a educomunicação é mais uma oportunidade de emancipação.
Mas como sempre aí estão os desafios, alguns deles: necessidade evidente de discussão de políticas de comunicação, de juventude, de tudo; despadronizar a vida e/ou rever padrões; responder à incógnita do “cavalo de tróia” da tecnologia e da internet; a escola não está acompanhando a velocidade da comunicação, dentre muitos outros.
E tudo ou quase tudo é uma questão de necessidade de grandes transformações que se iniciam com exercícios internos e que vão ecoando e sendo trocados. Outra conclusão é que o encontro entre as pessoas é muito bom e propicia as trocas com qualidade as quais propiciam as mudanças com qualidade.
Por que queremos falar de Bacias Hidrográficas
Karine Silva Faleiros
Mas seria valioso como reflexão e atuação de educadores ambientais que somos, que os sentimentos desagradáveis deflagrados por esta resposta nos levassem comprometidamente (e por que não agradavelmente?) a navegar pelo conceito de bacia hidrográfica como um conceito que nos permita exercitar uma nova visão do ambiente e das relações sociais e naturais que nele acontecem.
Um conceito que nos estimule a visualizar de forma mais clara a transformação socioambiental a partir do entendimento da importância de nossa participação como indivíduos e coletivos nas dinâmicas de nosso território.
Queremos ressaltar a bacia hidrográfica como o palco das inter-relações naturais e das relações entre sociedade e natureza, cujos resultados, sejam eles positivos ou negativos, estão refletidos nos fluxos e na qualidade da água dos rios.
Interpretamos o conceito do ponto de vista das relações onde a água não é somente vista como recurso, algo a ser usado pela sociedade, mas também como elemento poderoso, um grande elo entre nós, um símbolo de união, de movimento, de fluidez, de ritmo e cadência de uma música que também fazemos parte com a nossa voz, como instrumentistas regidos por uma força de fluxos e trocas constantes que nos mantém vivos.
A água se inter-relaciona na bacia hidrográfica influenciando e sendo influenciada por todos os outros elementos vivos e não vivos. Ela escorre, evapora, chove, lava, refresca, dilui, mistura tudo, permeia, infiltra, compõe de forma fundamental todos os seres vivos (sem contar a presença em todas as atividades humanas) e leva por gravidade informações, nossos cuidados e descuidos para o rio, ponto mais baixo deste território, que leva para outro rio, que leva pra outro e pra outro até chegar no mar.
Podemos dizer assim que muito do que acontece em toda a bacia hidrográfica fica registrado nos rios, seja em sua vitalidade ou em sua degradação, em sua composição química, em suas características físicas e biológicas. A dinâmica da água e todo o seu poder fazem do rio o resultado final das interações da bacia, refletindo sua saúde. E nós como sociedade lá estamos refletidos neste espelho e assim somos convidados por este entendimento do mundo das inter-relações, que nada mais é que o entendimento do conceito de BH, a enfrentar este reflexo e a encararmos nós mesmos.
O Conceito de Bacia Hidrográfica
Karine Silva Faleiros
Educadora e Engª Florestal
A bacia hidrográfica segundo Lima (1986) compreende toda a área de captação natural da água da chuva que proporciona escoamento do canal principal e seus tributários. O limite superior de uma bacia hidrográfica é o divisor de águas (divisor topográfico), e a delimitação inferior é a saída da bacia (confluência ou foz).
Esta unidade territorial é um sistema natural aberto componente de um sistema natural maior, ou seja, bacias hidrográficas menores compõem e alimentam com fluxos de água transportados por rios as bacias hidrográficas maiores. Por exemplo, a bacia do Ribeirão Piracicamirim compõe juntamente com outras bacias a Bacia do Rio Piracicaba. O Ribeirão Piracicamirim, desemboca no rio Piracicaba, que desemboca no Rio Tietê, que por sua vez desemboca no Rio Paraná, que desemboca no Rio da Prata o qual finalmente desemboca no mar.
Define-se também a bacia hidrográfica como toda a área de captação do escoamento superficial que alimenta um sistema aquático e de acordo com Calijuti e Bubel (2006) qualquer ponto da superfície terrestre faz parte de uma bacia hidrográfica e, portanto não pode ser considerado de forma pontual, mas como parte de um todo.
Em outras palavras, as bacias hidrográficas funcionam como coletores da chuva que cai sobre a superfície da terra, coletores estes delimitados pelos divisores de água, pontos mais elevados do relevo. As características de cada bacia hidrográfica (relevo, geologia, topografia, tipos de solo, ocupação do solo, vegetação e outras) permitem que parte desta água infiltre no solo chegando ao lençol freático que alimenta as nascentes e parte desta água, através do escoamento superficial, chegue até o rio.
A água da chuva que cai sobre a superfície percorre um caminho dinâmico até o rio ou lençol freático. Ela escorre, evapora, lava, refresca, dilui, mistura, permeia, infiltra, compõe de forma fundamental todos os seres vivos (sem contar a presença em todas as atividades humanas) e leva por gravidade para o lençol freático e para o rio que é o ponto mais baixo deste território, informações, nutrientes, resíduos, partículas resultantes de processos naturais e cuidados e descuidos da nossa sociedade. Este rio por sua vez leva estes elementos para outro rio maior, que leva pra outro ainda maior e pra outro até chegar em lagos e no mar.
O rio é, portanto, produto integrado da bacia hidrográfica. (Calijuti e Bubel, 2006). A expressão “O rio é o espelho da sociedade” também se refere a esta questão. A dinâmica da água na bacia hidrográfica faz do rio o resultado final das interações da bacia, refletindo sua saúde. E nós como sociedade lá estamos refletidos também, já que chegam até o rio os reflexos das boas práticas de manejo, que dependem de uma gestão integrada de nosso território e os resíduos das atividades industriais, agropecuárias, urbanas e outras.
Portanto, é interessante ressaltar que o conceito de bacia hidrográfica nos permite exercitar a percepção do mundo ponto de vista das relações, é um conceito integrador de elementos ambientais e sociais. A partir deste ponto de vista podemos dizer que a bacia hidrográfica é o território onde se dão as inter-relações naturais e as relações entre sociedade e natureza, cujos resultados, sejam eles positivos ou negativos, estão refletidos nos fluxos e na qualidade da água dos rios.
Bibliografia
Calijuri, M.C., Bubel, A. P. M. – Conceituação de microbacias. In: AS FLORESTAS PLANTADAS E A ÁGUA – implementando o conceito da microbacia hidrográfica como unidade de planejamento – 2006 ed. Rima
Lima, W. P – Hidrologia Florestal – Piracicaba 1986.
ODUM, E. P. Fundamentals of ecology. 3. Ed. Philadelphia: W.B. Saunder, 1971. 574 p.
RILEY, A. L. Guide to urban riparian renaissance. Restoring streams in cities: guide for planners, policymakers and citizens. Hidrogical Process, v. 17, p. 501 – 503, 2003.
SCHEIDEGGER, A. E., 1965. The algebra of Stream-order numbers. U.S. Geol. Co. New York. 174p.
A Gestão Participativa dos Recursos Hídricos
Karine Silva Faleiros
Engª Florestal e Educadora
Na medida em que a degradação ambiental no Brasil e no mundo vem tomando grandes proporções e complexidades, crescem também as discussões e esforços para formulação de políticas públicas que possam estabelecer formas mais eficazes de gestão dos recursos naturais. A problemática de degradação dos recursos hídricos se estabelece como uma um dos pontos prioritários neste contexto e conseqüentemente a gestão dos recursos hídricos se configura como uma questão de crescente importância.Podemos dizer que uma nova forma de relação com a água começou a se estabelecer no Brasil quando foi sancionada, no início de 1997, após longos debates, a Política Nacional de Recursos Hídricos. A água a partir deste marco político passou a se configurar como uma questão a ser estudada, discutida e deliberada por diversos atores da sociedade, não mais somente por técnicos e especialistas. A gestão da água ou do recurso hídrico segundo esta política deve ser realizada tomando como territórios de planejamento e ação as bacias hidrográficas. Esta gestão é descentralizada envolvendo, além do poder público, também a sociedade civil organizada nas tomadas de decisão e deliberações a respeito da questão em pauta.
Para tanto criou-se os chamados Comitês de Bacia, que é uma forma de gestão colegiada e deliberativa. Estes colegiados são formados por representantes do governo estadual e municipal, mas também por representantes de organizações da sociedade civil, o que se refere como composição tripartite.
Os comitês de bacia, cada um atuando no território de uma macro bacia hidrográfica, têm a responsabilidade de deliberar através de sua composição sobre atividades e políticas que interferem na conservação dos recursos hídricos. Têm o poder de estabelecer a cobrança pelo uso da água e de decidir sobre a alocação dos recursos arrecadados.
Esta forma de gestão traz uma maior transparência com relação as deliberações, buscam minimizar as práticas e ações dentro da bacia hidrográfica voltadas somente para o interesse econômico ou político e a princípio contribui para uma maior participação da sociedade. Pode–se considerar que estes processos de gestão estão ainda amadurecendo no Brasil, alguns comitês têm mais experiências bem sucedidas que outros, ou seja, ainda nem todos os comitês se desenvolvem aproveitando todas as vantagens do mecanismo, as pessoas e instituições ainda estão incorporando esta nova forma de gestão.
Um dos principais ganhos que nossa sociedade está incorporando no dia a dia com esta política está relacionado à possibilidade de participação em processos decisórios relacionados a água que é um bem de todos.
De acordo com Jacobi (2004), de fato, os impactos das práticas participativas na gestão ambiental, apontam para uma nova qualidade de cidadania, que institui o cidadão como criador de direitos para abrir novos espaços de participação sócio-política. Apesar das barreiras que precisam ser superadas para multiplicar iniciativas de gestão que articulem eficazmente a democracia com a crescente complexidade dos temas objeto de políticas públicas, justificam-se todos os esforços de fortalecimento do espaço público e de abertura da gestão pública à participação da sociedade civil.
Para que esta nova forma de relacionamento com a água, na qual é possível participar das decisões a ela relacionadas se incorpore com qualidade no cotidiano de nossa sociedade é necessário o exercício contínuo de organização e participação da sociedade civil e também o entendimento de que deliberar sobre as questões ambientais é deliberar também sobre sociais em nosso território.
Bibliografia
GUIVANT, J. e JACOBI, P. 2002. Da hidrotécnica à hidro-política: novos rumos para a regulação e gestão dos riscos ambientais no Brasil. mimeo.
JACOBI, P. 2004. Gestão Participativa De Bacias Hidrográficas No Brasil - Fortalecimento Do Espaço Público E Abertura Da Gestão Pública À Participação Da Sociedade Civil
JACOBI, P. 2000. Políticas Sociais e Ampliação da Cidadania. Editora FGV, Rio de Janeiro.
Como contribuir para a saúde de um rio?
Karine Silva Faleiros
Engª Florestal e Educadora
Como foi trabalhado no texto “O conceito de Bacia Hidrográfica” existem bacias hidrográficas grandes e bacias hidrográficas pequenas, existem as bacias dos rios, as bacias dos ribeirões e as microbacias que são as bacias dos córregos e riachos. As ações de conservação ambiental de um rio devem ter um foco prioritário nas microbacias hidrográficas que formam este rio e as ações de conservação nas microbacias devem levar em consideração a íntima relação entre a água, o solo e a floresta.
As microbacias são prioritárias do ponto de vista da conservação, pois são as formadoras das bacias maiores e apresentam a característica de serem mais sensíveis aos impactos e práticas de manejo nela realizadas. Assim, conclui-se que ações de conservação são mais eficazes na escala da microbacia.
Neste sentido é importante trabalhar um conceito chave, o manejo integrado de microbacias, que de acordo com Lima (1999) significa o planejamento das ações de manejo (florestal, agrícola etc.) resguardando os valores da microbacia hidrográfica, isto é, os processos hidrológicos, a ciclagem de nutrientes, a biodiversidade, a proteção de suas partes hidrologicamente sensíveis e, no conjunto, sua resiliência, isto é, sua capacidade de resistir a alterações sem se degradar de forma irreversível.
Para manter esta capacidade de resistir a alterações sem se degradar de forma irreversível aqui iremos considerar dois fatores como importantíssimos: a capacidade de infiltração da água no solo e a manutenção da integridade do que é chamado de sistema ripário. A conservação ou restauração das matas ciliares nas microbacias é uma medida necessária, mas não suficiente para o alcance do objetivo de conservação da água. É preciso também estabelecer medidas que conservem as características físicas do solo as quais mantém a capacidade de infiltração da água no mesmo.
No que diz respeito a capacidade de infiltração de água no solo deve-se atentar e minimizar todo tipo de ocupação do solo que proporcione sua compactação ou impermeabilização, seja por práticas agrícolas ou por atividades inerentes à urbanização e industrialização. Se a infiltração da água diminui, há um reflexo direto na recarga dos lençóis de água, que alimentam as nascentes e a vazão dos rios.
A zona ripária de uma microbacia, que inclui principalmente as margens e as cabeceiras dos cursos d’agua, caracteriza-se como uma habitat de extrema dinâmica, diversidade e complexidade (Lima & Zakia, 2006). Pode se dizer também que o sistema ripário é caracterizado por áreas de solos com condições saturadas de água na maior parte do tempo e que estabelecem uma forte comunicação com a manutenção da qualidade regularidade dos fluxos dos recursos hídricos e que estas áreas não se limitam aos 30 metros em ambas as margens dos cursos d´água como é estabelecido pela legislação florestal como um dos elementos da Áreas de Preservação Permanente, dessa forma torna-se necessário para a conservação da água estudos e planejamentos mais aprofundados sobre os território que se quer conservar, não se restringindo ao que a legislação exige.
Em suma para a conservação da água de um rio é necessário conhecer ao contexto socioambiental, as dinâmicas e os processos naturais das microbacias que alimentam este rio. A partir do conhecimento destes aspectos das microbacias é necessário planejar ações integradas. A implantação destas ações requer o comprometimento de diversos setores da sociedade, visando a partir intervenções na escala micro a conservação do todo que se reflete na saúde de um rio maior.
Bibliografia
Gomi, T.; Sidle, R. C.; Richardson. J. S. – understanding processes and downstream linkages of headwater systems. BioScience, v. 52, n. 10, p. 905-916, 2002.
LIMA, W. P. A microbacia e o desenvolvimento sustentável. Ação Ambiental, ano I, n.ão Ambiental, ano I, n. 3, p.20-22, 1999.
Lima, W.P, Zakia, M.J.B – AS FLORESTAS PLANTADAS E A ÁGUA – implementando o conceito da microbacia hidrográfica como unidade de planejamento – 2006 ed. Rima
Nova Mídia?
Karine Silva Faleiros
A educomunicação alimenta o processo de humanização, contribui para acessar o direito à expressão e o poder da locução. Tem-se a oportunidade de construir coletivamente a informação e o saber e assim construir uma nova mídia, uma mídia de diversidade, diferente da mídia “vigente” que chega à maioria reforçada pela ciência que impõe e fragmenta conhecimentos e que descreve o mundo apoiada pelo mercado e pela lógica "emissor-receptor".
Nessa lógica "emissor-receptor" o emissor tem controle e poder sobre a própria mídia e os meios de informação e o receptor se estabelece por consequência e reflexo de toda uma complexa dinâmica social, como mero telespectador da mídia, da vida e da sociedade.
A nova mídia se estabelece na relação íntima entre processo e resultado, é composta por construção de saberes e geração de informações sobre realidades diversas. Mídia que ao ser produzida propicia contato e conhecimento sobre a própria realidade por parte de quem a produz. Conhecendo melhor a realidade é possível transformá-la melhor, e dessa forma o processo de aprendizagem gerado pela educomunicação se configura como um ato social no qual o receptor e telespectador da mídia, da vida e da sociedade passa a ser também produtor de conhecimento e informação e agente de transformação.